sábado, 14 de junho de 2008

Chora o mundo do samba


Dia 14 de junho de 2008 poderia ser mais um sábado como outro qualquer, mas infelizmente não é; foi se juntar a Cartola, Dona Zica , Dona Neuma e outras tantas figuras memoráveis da Estação Primeira de Mangueira seu presidente de honra, o senhor José Bispo Clementino dos Santos, o grande Mestre Jamelão. Adjetivar Jamelão seria chover no molhado, o maior intérprete da história do Carnaval Brasileiro é intéprete pois era assim que ele se definia jamais gostou de ser chamado de puxador era dizer isso a ele e ouvir imediatamente a resposta; "Puxador do que, eu não sou boi, não sou cavalo eu não puxo nada eu canto!" E como cantava, os sambas na sua voz eram nítidos, se entendia cada palavra, não havia exageros e nem frescuras era simplesmente (se se pode dizer simplesmente para Jamelão) cantado. A escola de samba do céu deve estar entregando nesse momento o microfone a ele e ouvindo: "Meu microfone é o mais alto, avisa o pessoal do som". Dizem que ninguém é insubstituível, me atrevo a dizer sem medo que no caso de Jamelão isso não se aplica, não existe substituto o que existe hoje e de agora em diante é um imenso vazio e muita saudade. Vai ser muito difícil de olhar para cima do carro de som na Sapucaí e não ver mais ele com o microfone na mão dizendo: "Minha Mangueira!'' . Vai com Deus, Mestre.

Minhas condolências a família e meus respeitos a esse grande sambista.

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