quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Escolas de sábado

1º - Acadêmicos de Garvataí
Enredo: "Espelho... Espelho meu!”

Na face do espelho... espelho meu!
Projeta o encanto... o sonho... a realidade!

Imagens, momentos se faz retratar.

Gravataí reflete o brilho do olhar!


Carnaval! Tem Pierrot,

Arlequim e Colombina a celebrar

A onça negra abre o salão

É jóia rara a encantar seu coração!

É milenar... metal polido

Espantava os maus espíritos!

Quanta beleza espelhou...

Tão belo! No lago uma flor brotou...

Na mão de Oxum é vaidade! é riqueza!

E em mares enluarados de Iemanjá

Casais enamorados a amar!


Na exploração do Pau-Brasil

Foi moeda de troca em nossa pátria mãe gentil

A bruxa tá solta! Tem mistério e magia...

A literatura reluzindo a poesia


Um sorriso ou uma lágrima

O espelho da vida conduz a emoção

Emoldurando o sentimento nasce a inspiração

Prudência! Cautela! Atenção!

Vejam quem está pra chegar...

Na força da paixão... Fetiche e prazer!

Você está linda! oh!... Meu bem querer!

Meu acadêmico, és cristalino!

Verás que a sorte é o teu destino!


2º - Imperatriz Dona Leopoldina
Enredo: "Beth Carvalho, a madrinha do samba da Leopoldina”

Na Imperatriz o samba é de arerê
Bate tambor e diz no pé

A Leopoldina vai levar você

Prum banho de axé


Baticumbum, êê

Que som é esse?

Veio de lá, trouxe um balanço diferente

Prugurundum, ôô

Batuca, gente!

Está formada a orquestra popular

E nossa rima, inspirada na menina

Traz a doce melodia

Do piano, bailam versos pelo ar

Convidando todo povo a cantar

Bem vinda, madrinha do samba

Sou Leopoldina, serei seu par (por onde for)

Vou festejar! Sou firme, forte e valente

Descendo a colina a cantar

Ô, coisinha tão bonitinha do pai

Vai ao infinito e faz o samba despertar


Chora...

O samba não pode acabar agora

E olha a lua mansa que namora

Os ramos da velha tamarineira

Cavaco, repique, pandeiro

O banjo alegra o terreiro

Vibrando na pegada do tantã

E pela madrugada...

O peito vai pulsando em primeira marcação

Mangueira é herança, é razão

Beth é madrinha do meu coração


3º - Academia de Samba Praiana
Enredo: "O velho Theatro São Pedro novo ilumina a ribalta... No palco, a Praiana engalda é show do nosso carnaval”

Bravo, Praiana!
Academia em mais um ato de samba
O Theatro São Pedro em verso e prosa
Faz do asfalto um tablado em verde e rosa

Estrela de uma ópera de rua
Vagando nas águas da inspiração
Vigiada pela luz da lua
Descortina o cenário da ilusão
Flutuam arautos, do céu querubins
Entoam melodias ao som de clarins
Faz do palco um mar de poesias
Aonde bruxos vão sonhando
Imaginando fantasias
Do baile das ondas vai resplandecer
A jóia do carnaval

Divinal... Pode tirar o chapéu
A quem cumpriu seu papel
De transformar e encantar
Desce a avenida inovando
E impondo o seu balanço
Na ribalta popular

A noite vem chegando
Candelabros se acendendo
O orvalho, o sereno e o embalo do sarau
A praça iluminada
A cidade requintada
Abrem-se as cortinas
Astros vêm contracenar
Aplausos à guerreira que hoje traz
O seu sonho em cartaz

4º - Unidos de Vila Isabel
Enredo:
"Mato grosso do sul... Caminhos e emoções de um paraíso brasileiro"

O voo da minha pomba vai te convidar
A descobrir os caminhos de emoção
No coração da pátria mãe gentil... Brasil!
Pantanal é o meu tesouro
Do desbravador aos bandeirantes
Pioneiros em busca de riquezas
Sobre o domínio da coroa portuguesa
Desconheciam os verdadeiros donos desse chão
Terenas, Payaguas e guaicurus
Tribos guerreiras de origem guarani

Ao som do tambor... Soldado batalha
Um canto ecoou... paranauê meu senhor
Cultura, crença, rituais... conta a história
Em movimentos quilombolas

Terra abençoada pelos deuses
Com fauna e flora de belezas sem igual
Ao som do berrante, tocando seu gado
Vaqueiro bravo faz a moda de viola
É tão “bonito” ver...
As águas cristalinas desse chão
Cenário de rara beleza
Magia feita pelas mãos do criador
Mistérios e lendas do folclore popular
E os imigrantes povoaram esse quinhão
Grande mistura de tempero e emoção
Meu Mato Grosso do Sul
A minha a Vila vem te homenagear
Trazendo samba no pé de batuta na mão
No compasso do seu coração

Eu sou da Vila e ninguém vai me segurar
Meu samba é raça de valor e tradição
E o meu amor por você
Está escrito no céu...Vila Isabel!

5º - Imperadores do Samba
Enredo: A Imperadores é de todas as tribos, mano!

Agora que eu quero ver
O "coro" vai comer e o show vai começar
Chega de ter preconceitos
Todos têm o direito e querem clamar
Sem distinção, raça ou cor
Vem cobrar seu valor, cidadania
Tribos, tribeiros, nação, todos "manos", "ermãos"
Na luta a se manifestar
A Imperadores virou "aldeia"
E quem quiser! É só chegar

Toca o som do batidão, que contagia
É do "gueto", sangue bom periferia
Do funk ao rap, não tem "caô"
A massa "black" mostra o seu valor

Regueiros, com seus rastafaris
Cultuam em Marley, a sonzera
Com atitude, pura rebeldia
O "Rock" vence o "conservador"
"Os caras são feras", "tudo profissional"
Galera chique radical
Surfistas, skatistas...Adrenalina, paixão e prazer
O samba traz alegria e felicidade
Pagodeiros por toda cidade
Espalham seu alto-astral
A "vermelho e branco" vem numa só vez
Pedir a paz a todos nós

Vai pegar fogo, "é nóis de novo"
Vai virar caldeirão
É o nosso povo, "tamu junto e misturado"
Todas as tribos, num só coração

6º - Acadêmicos de Niterói
Enredo: "África, seus costumes e mistérios"

História de uma terra de riquezas mil
Fauna, flora,
Cenário de beleza que não tem fim
Ouro, pedras preciosas e o marfim
África, berço da humanidade
Criação com igualdade
Por seu deus e ser maior
Criou o céu, terra e mar
Faltou alguma coisa no lugar

Olorum mandou Oxalá criar o homem
Pra completar sua criação
Nasceu o negro, rei guerreiro
O verdadeiro dono desse chão

Lendas encantadas
Frutos da imaginação
Monstros, centauros
Ninfas, que sedução
Por ganância e crueldade
O mercador escravisou
Desde os tempos do Egito
Tudo se transformou
Pro novo mundo foi levado
Foi levado o negro rei
Pra ilha de Madagascar
De lá pra cá, Niterói se coloriu
São não vê que não quiser
Vejam só o meu Brasil

Negro é raça
Preto é cor
Mesmo discriminado
Negro tem seu o valor
Quem disse que o sofrimento acabou
Mentiu, se enganou

7º - Estado Maior da Restinga
Enredo: A Restinda é do tamanho da China

Eu sou tricolor, sou da zona sul
Meu povo é de fé e comanda o show
Seguindo o balanço da minha bateria
Por um caminho que leva até a China

Da escuridão surge “Pan Gu”
O senhor da criação
Duas forças regem o universo
Conduzindo com poder a sua evolução
Na explosão da vida um clarão raiou
Das trevas fez-se a luz e assim então nasceu
Um povo de cultura milenar
Dinastias de bravos guerreiros
Na grande muralha sua proteção
Para as conquistas e vitórias em seu chão

Que maravilha! Tão bonita vem a Tinga
Apresentado essa riqueza cultural
Vai brilhar meu Estado Maior
É o cisne no carnaval

No esporte são campeões
Artes marciais, ensinamentos
Com inventos inovaram o velho mundo
Desbravando fronteiras, rota da seda
Vermelhos soldados, os operários
O Leão o guardião da harmonia
Dragão, filhos de folclores lendários
Terra das artes e religiões
A culinária tem destaque mundial
Esse gigante país desenvolve sua economia
Valorizando e preservando a ecologia

Nenhum comentário: