terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Finalmente o CD e o Porto Seco


Consegui comprar o CD de 2014, finalmente. Regredimos no quesito embalagem, após dois anos com um caixa plástica retornamos a embalagem de papel e para piorar como em 2011 sem as letras dos sambas. Isto me fez recordar do pau que a antiga rádio Metropolitana (que saudade) tomou dos "donos" do carnaval de Porto Alegre exatamente por não disponibilizar as letras naquele ano com o CD. Será que mudou algo? Agora é bom não ter as letras? Ou as criticas foram apenas por que os que se acham os senhores da festa popular não estavam no projeto do carnaval daquele ano?  Sobre o Porto Seco e o descaso, publiquei em agosto do ano passado, um tópico sobre este assunto então não vou repetir. Todo mundo sabe que a razão da ida do carnaval para a zona norte (como poderia ter sido para zona sul) não teve como objetivo melhorar o espetáculo. A mudança ocorreu simplesmente por que ver uma festa feita por negros e pobres no centro da cidade, sem violência, com civilidade, com harmonia, educação e felicidade colocava por terra toda a teoria da violência deste grupo de pessoas que vive em sua maioria nas periferias esquecidas, colocava a o olhos visto e sobre os holofotes da mídia o verdadeiro  povo trabalhador, ordeiro e honesto. Isto nunca interessou mostrar, então vamos esconder, vamos segregar. E esta é minha opinião desde da inauguração (se é que se pode inaugurar algo que não existe, os políticos do Brasil e os do PT em específico conseguiram esta mágica) deste dito "Complexo Cultural do Porto Seco", definição interessante, como deve ser chamado o sambódromo do Anhembi de São Paulo se o nosso é um complexo cultural. Sobre as letras, irei disponibilizar em uma aba especial no topo do blog.

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