quarta-feira, 9 de abril de 2014

Avaliando o carnaval 2014 parte um

Inicio esta avaliação pelo carnaval de Porto Alegre. O título da Imperadores do Samba foi justo? Sim, se uma escola vence um carnaval por um décimo de ponto e poderia ter perdido, por que seria injusto? Não ocorreu injustiça, fez o melhor desfile e venceu, tivesse vencido a União da Vila do IAPI seria justo também; não ocorreu qualquer fato que possa tirar o brilho do título conquistado pelo mar vermelho e branco. As escolas que retornaram no desfile das campeãs além das já citadas (Restinga, Acadêmicos de Gravataí, Bambas e Embaixadores) também mereceram retornar. O Império da Zona Norte precisa reavaliar seu carnaval, depois do título de 2008 sempre se espera que faça um desfile de campeã, que seja uma das candidatas e não acontece. Como pode não corrigir o problema recorrente de evolução que tem apresentado ano após ano? O jornalista Renato Dornelles deu um depoimento surpreendente sobre uma conversa sua com um ex-presidente da escola (se não me engano) que teria dito ao Renato que ensaios para o Império seriam desnecessários. Bom se dentro da escola estiver realmente correndo esta ideia, temo muito pelo futuro desta no grupo especial. Sobre o descenso, é de se lamentar pela comunidade da Samba Puro; luta muito pela escola mas no carnaval de competição dinheiro é fundamental e isto ficou nítido no desfile. Já a Imperatriz Leopoldense parece que não se planejou de forma adequada para estar no grupo especial de Porto Alegre, tanto que foi rebaixada na capital e em sua cidade natal; quando o tema para 2014 foi anunciado uma preocupação me venho a cabeça de imediato, a escola teria condição de levar o luxo e as cores da China para avenida no nível necessário para que permanecesse entre as melhores? Pelos depoimentos de muitos de seus destaques após o desfile em Porto Alegre, não. Nos demais grupos nada a contestar, a Copacabana foi apontada como uma das postulantes a subir do grupo A e subiu, assim como a Realeza no acesso. Já Protegidos da Princesa Isabel e Acadêmicos de Niterói que até no grupo especial já estiveram despencaram para o acesso. No acesso um destaque negativo para Acadêmicos da Orgia, fez um desfile muito ruim e só não sofreu mais por que os jurados viram o desfile da Glória como inferior, opinião da qual discordo;  a novata do acesso na minha visão fez uma apresentação melhor que a Acadêmicos. A lamentar ainda a continuidade da regra que destina a entidade que ocupar o último lugar no grupo de acesso os dois anos sem desfile de forma oficial; neste ano Os Filhos da Candinha. Como uma escola afastada por dois anos pode se reerguer e manter seus membros se não vai desfilar? Na lista de afastadas temos União da Tinga, Fidalgos e Aristocratas, Mocidade da Lomba do Pinheiro e agora Candinha; sem contar aquelas que enrolaram a bandeira. Esta regra burra (desculpe a expressão) pune apenas as escolas de Porto Alegre (talvez este seja o objetivo de sua existência), já que se por exemplo a última colocada do acesso fosse a Apito de Ouro a escola continuaria a desfilar no seu município como ocorreu com escolas de região metropolitana que após serem "desclassificadas" do carnaval de Porto Alegre voltaram a desfilar nas suas cidades de origem. Um exemplo a Unidos do Guajuviras de Canoas que após se reestruturar retornou a Porto Alegre. Regra burra (desculpe a expressão de novo) e sem sentido. Entre as tribos nenhuma surpresa, Os Comanches venceram de novo, 14 vezes em 15 anos. Posso estar enganado e torço para estar, mas se nada for feito não sei por quanto tempo as tribos conseguiram se manter em atividade. Ficou longo demais esta avaliação sobre o carnaval de Porto Alegre, então deixarei a opinião e perguntas sobre outras cidades para uma outra postagem.

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